Como se Forma um Mito: Bjorn Borg
Em uma de suas entrevistas, o magnífico tenista alemão Boris Becker referiu-se a Borg como um tenista que ia a rede apenas para cumprimentar o adversário. Este é um dos falsos mitos no mundo do tênis, repetido por muitos outros profissionais do esporte. Becker, entretanto, jamais jogou com Borg em um torneio profissional.
Nas cinco vezes em que venceu Wimbledon (1976-1980), Borg sacou e seguiu para a rede muitas vezes no primeiro serviço, em todas as partidas. McEnroe revelou que o saque do tenista sueco era muito mais potente do que normalmente as pessoas imaginavam e que seu segundo serviço era "dizzy" (num sentido de deixar tonto).
Em seu livro sobre técnica de tênis, Borg ensina um de seus segredos: saque no segundo serviço com a mesma força do primeiro, mas com mais efeito. Sem dúvida, seu segundo serviço era uma de suas maiores armas.
Talvez, o mito de não subir à rede, tenha se formado por seu estilo antes de 1976 ou pelos seus seis títulos em Roland Garros ou, ainda, pela sua humildade.
Mesmo no saibro, Borg jogava com frequência dentro da quadra e subia à rede mais vezes que seus colegas especialistas no piso, como o Guga fazia. Felizmente, os vídeos disponíveis na Internet levam os fatos para além da retórica. À direita, trechos da fantástica final de Wimbledon 1979, quando Borg derrotou Roscoe Tanner, em cinco sets. Tanner era considerado como detentor do saque mais violento de sua época.
A grande Maria Esther Bueno. A maior tenista brasileira e melhor do mundo em sua época.
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TenisNet, Paulo Cleto |
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